A OMS alerta sobre o aumento e gravidade dos casos de hepatite aguda de origem desconhecida

Recentemente, o mundo entrou em alerta com os altos números de casos de uma hepatite grave, até então de origem desconhecida. Doença essa que tem afetado crianças e adolescentes de um mês a 16 anos, sendo que as causas permanecem sob a análise de cientistas.

No dia 15 de abril, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta para o surgimento de casos de hepatite aguda grave em crianças no Reino Unido. Após duas semanas, foram registrados mais de 200 casos ao redor do mundo, incluindo uma criança que foi a óbito e outras 17 que precisaram de um transplante de fígado.

Atualmente, essa doença está presente em 32 países e já foram confirmados 429 casos, dos quais seis pacientes morreram e outros 26 precisaram de um transplante. No Brasil, o número de casos investigados subiu de 28 para 47 suspeitas. Esses números estão crescendo cada vez mais e a situação se torna ainda mais urgente, como afirmou a OMS, que está dando prioridade absoluta para os casos.

“É muito urgente e estamos dando prioridade absoluta a isso e trabalhando muito de perto com o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças na gestão e coordenação”, comentou Gerald Rockenschaub, diretor de emergências de saúde da OMS na região europeia.

Diante de toda essa situação estão sendo levantadas algumas hipóteses sobre as causas por trás desse problema. Mas, vale ressaltar que a hepatite nada mais é do que uma inflamação no fígado.

Essa inflamação pode ser causada por diversos motivos, como excesso de medicamentos, alcoolismo e a presença de alguns vírus. Por isso, há dificuldade em estabelecer uma causa para esse surto. Nos casos de crianças, já é de conhecimento que não se trata de nenhum tipo de hepatite viral, que vai do tipo A até o E.

Foi feito um levantamento pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, que identificou uma possível associação entre esses casos recentes de hepatite misteriosa e infecções causadas pelo adenovírus 41.

Os pesquisadores encontraram o adenovírus na maioria dos casos registrados no Reino Unido (72%) e nos Estados Unidos (mais de 50%). Nesse estudo foram analisados casos suspeitos no mundo todo até o dia 10 de maio.

Adenovírus como a principal suspeita

O adenovírus é um vírus que pode causar sintomas respiratórios, vômitos e diarreia. A transmissão ocorre por contato pessoal, gotículas de saliva e superfícies. É comum que esse tipo de infecção tenha uma duração limitada e não evolua para quadros mais graves.

Porém, os especialistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos começaram a analisar se o isolamento social, em decorrência da pandemia de Covid-19, teria alguma consequência na redução da exposição infantil ao adenovírus em geral, tornando as crianças mais vulneráveis à nova variante.

“Neste momento, acreditamos que o adenovírus pode ser a causa desses casos relatados, mas ainda estão sendo investigados outros possíveis fatores ambientais e situacionais”, informou o CDC.

Segundo a OMS, o adenovírus foi detectado em pelo menos 74 dos casos envolvendo a hepatite misteriosa. Em 18 casos, os testes moleculares identificaram a presença do adenovírus 41. Também foi identificada a presença do SARS-CoV-2 (vírus causador da Covid 19) em 20 dos casos testados. Essas análises mostraram que em 19 casos houve uma coinfecção por SARS-CoV-2 e adenovírus. Os vírus comuns causadores das hepatites A, B, C, D e E não foram detectados em nenhum desses casos.

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), no momento a relação de casos dessa hepatite com a vacinação contra o corona vírus está descartada, pois a maioria das crianças afetadas não foram vacinadas.

Quais são os sintomas da hepatite? 

Os sintomas da hepatite são: vômito, náuseas, diarreia e perda de apetite. Quando não tratada, pode evoluir para os olhos, além de amarelar a pele e sentir muito cansaço.

“Esses sintomas são bem comuns em crianças pequenas. Por isso, os pais precisam ficar atentos se há persistência desses sinais”, relatou a médica Philippa Easterbrook, epidemiologista da OMS.

O tratamento depende da causa da hepatite, às vezes sendo feito com antirretrovirais. Nesses episódios mais recentes, os médicos estão controlando os sintomas e as consequências da inflamação no fígado.

As pesquisas estão sendo feitas para serem esclarecidas as causas dessa doença e consequentemente as formas de tratamento, mas por enquanto ainda permanecem algumas dúvidas.

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