Mantenha atualizado seu calendário de vacinação.

Em tempos de COVID-19, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e outras instituições como o Ministério da Saúde (MS), Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Centro para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), alerta para a importância de manter em dia a vacinação de rotina.

Vacinação de rotina

No início da pandemia do COVID-19, com o objetivo reduzir o contato entre pais, crianças e idosos, já que as pessoas a partir dos 60 anos de idade têm maior risco de complicações por doenças respiratórias, entre elas a COVID-19, houve um pedido para deixar a vacinação de rotina de lado para não correr riscos.

No dia 15/04, o Ministério da Saúde muda sua posição e determina a retomada da vacinação de rotina para que sejam adotadas estratégias também para a atualização da caderneta de vacinação em geral.

As vacinas do calendário de vacinação são as chamadas vacinas de rotina. É importante que os pais ou responsáveis levem para atualização do esquema vacinal a caderneta de vacinação das crianças. São 15 vacinas, aplicadas antes dos 10 anos de idade. São consideradas de rotina as doses tetravalente, poliomielite, pneumocócica, tríplice viral, hepatite, febre amarela, entre outras.

Distanciamento social e a possível relutância em se vacinar

Segundo a OMS, a descontinuidade — mesmo que por breves períodos, — aumenta o número de indivíduos suscetíveis e a probabilidade de surtos de doenças evitáveis por vacinas. As consequências são o crescimento da morbidade e mortalidade, em especial em lactentes e outros grupos vulneráveis, e a sobrecarga dos sistemas de saúde já sobrecarregados diante da pandemia do novo coronavírus.

É essencial a manutenção dos serviços de imunizações em localidades onde o serviço possa ser realizado em condições seguras.

Riscos da não vacinação rotineira

Aumento das doenças comuns, hospitalizações e óbitos

Doenças imunopreveníveis podem sobrecarregar sem necessidade o sistema de saúde, seja por conta da necessidade de hospitalização prolongada ou confusão do diagnóstico. A possibilidade da COVID-19 formar uma erupção cutânea por exemplo, pode ser motivo de dúvidas no diagnóstico diferencial com sarampo e dengue.

Aumento do risco de contaminação

Não há vacina para a COVID-19, mas pessoas de alto risco para a COVID-19, em geral, também são de risco para outras infecções preveníveis por vacinação. Não se vacinar colocam essas pessoas em risco ainda maior.

Sarampo

O sarampo já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no país. Após uma Campanha Nacional de Vacinação, houve queda de 81% no número de casos notificados: de 42.934 em 1991 para 7.934 em 1992. O sarampo é doença extremamente grave que interfere na imunidade do indivíduo, o que pode aumentar a chance de outras infecções, inclusive pelo novo coronavírus.

Febre amarela

A febre amarela também demanda atenção especial, principalmente na Região Sul do país, onde já foram confirmados mais de 150 casos em macacos (epizootias) em 2020.

Outras doenças

Outras infecções também são potencialmente graves e preveníveis por vacinas, como doença pneumocócica, doença meningocócica, tétano, difteria, coqueluche, poliomielite, diarreia por rotavírus, varicela, hepatite B, hepatite A, formas graves de tuberculose, doenças causadas pelo HPV.

O isolamento/distanciamento social deve ser respeitado

Sem dúvidas, diante da situação que vivemos hoje com a pandemia da COVID-19, os riscos que representa para o país e a necessidade que se impõe de isolamento social como estratégia mais eficaz no controle da expansão da doença, são enormes os desafios nas imunizações: manter a vacinação de rotina, a campanha nacional de vacinação contra a influenza e a segurança, tanto de quem vai se vacinar, como dos profissionais da saúde envolvidos.

Estratégias adotadas pela Perfil Vacinas

Nossa estratégia de vacinação considera o distanciamento social e outras medidas preventivas para a COVID-19 como:

  • Práticas para evitar aglomerações, como só realizar a vacinação mediante agendamento.
  • Contato entre pessoas doentes e saudáveis;
  • Boas práticas de higiene individual e coletiva reforçadas.

Juntos podemos enfrentar o desafio de manter a vacinação de rotina sempre em dia e assim manter todos mais seguros e saudáveis.

Fonte: sBIM

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