Saiba como prevenir-se e os cuidados para tratar essa doença

O mês de maio é dedicado à conscientização sobre a hepatite e a importância da vacinação contra essa doença. A hepatite é uma inflamação no fígado que geralmente é provocada por algum vírus, mas também pode ser resultado do uso de medicamentos.

Os vírus que causam essa infecção são chamados de tipos A, B, C, D e E, sendo A, B e C os mais frequentes. O médico hepatologista Henrique Mateus afirma que a incidência de hepatite A no país está diminuindo devido à melhora nas condições sanitárias. Segundo o médico hepatologista: ”A principal via de contágio dessa doença é a ingestão de água ou alimentos contaminados. As hepatites B e C são doenças sexualmente transmissíveis sendo que, para a primeira existe vacina, por isso, é mais comum a infecção por hepatite C no nosso país”.

Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2020, do Ministério da Saúde, ”no período de 1999 a 2020, no Brasil, 254.389 pessoas foram diagnosticadas com o vírus da hepatite B e 262.815 com o vírus da hepatite C”, essas duas infecções juntas são a causa mais comum de cirrose hepática e câncer. Ainda conforme o Boletim, no total foram registrados 673.389 casos de hepatites virais no Brasil.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em 33 países e dois territórios das Américas, o Brasil teve um aumento de 42% no consumo de bebidas alcoólicas durante a pandemia do Covid-19.

Esse contexto preocupa muito os profissionais de saúde, como conta o hepatologista Henrique, porque os sintomas de quem desenvolve a hepatite alcoólica geralmente não são tão evidentes a ponto de fazer o paciente procurar um médico.

”Nesta situação teríamos que ver em nossos prontos-socorros outros tipos de situações mais comumente associadas à ingestão de álcool como violência, acidentes de trânsito, intoxicação aguda por álcool e pancreatite aguda alcoólica, a inflamação do pâncreas secundária ao consumo exagerado de bebidas”.

Essa doença é responsável por mais de 1,3 milhões de mortes por ano no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e o diagnóstico precoce é essencial. ”O grande problema está nos casos em que a hepatite causa poucos sintomas e acaba causando cirrose a longo prazo. O diagnóstico precoce pode prevenir que o fígado se torne cirrótico”, esclarece o médico.

Quais são os sintomas da hepatite e como tratar?  

Os sintomas da hepatite podem começar com vômito, náuseas, diarreia e perda de apetite, se não for tratada, pode evoluir para olhos e pele amarelada e cansaço.

“Esses sintomas são bem comuns em crianças pequenas. Por isso, os pais precisam ficar atentos”, relatou a médica Philippa Easterbrook, epidemiologista da OMS.

O diagnóstico e o tratamento precoces podem evitar a evolução da doença para cirrose ou câncer de fígado. Por esse motivo, é muito importante realizar os exames, através de testes rápidos, que fornecem o resultado na hora, ou exames laboratoriais. No Brasil, os testes rápidos para os tipos B e C estão disponíveis nos serviços públicos de saúde para todas as pessoas.

Para pessoas maiores de 40 anos, é essencial fazer o teste de hepatite C, porque a pessoa pode ter sido exposta ao vírus durante a juventude. O exame de hepatite B faz parte do rol de exames do pré-natal. A gestante deve ser diagnosticada e tratada, se houver indicação, ainda durante a gravidez.

O tratamento depende da causa da hepatite, às vezes é feito com antirretrovirais. O hepatologista Henrique Mateus explica que em casos de hepatite causada por excesso de álcool ou pelo uso de medicação, o principal é parar a ingestão da substância.

Já nos casos de hepatites virais, o tratamento é feito com remédios que aliviam os sintomas. ”As hepatites B e C, geralmente aparecem em exames de sangue. Os tratamentos são específicos e complexos e vão desde acompanhamentos, uso de antivirais e transplante de fígado”, explicou o médico.

A hepatite B pode ser evitada com a vacinação, mas para a hepatite C, infelizmente ainda não existe vacina. ”Seu contágio pode ser evitado com o uso de preservativos nas relações sexuais e cuidados com agulhas contaminadas nas profissões expostas a esse risco, como profissionais de saúde”, finalizou Henrique.

As vacinas contra as hepatites do tipo A e B são consideradas a medida mais eficaz para evitar casos graves e mortes pela doença. Depois de imunizado, você fica protegido por toda vida.

O esquema básico para a vacina de hepatite B se constitui de 3 doses, com intervalo de 30 dias para a segunda dose e 180 dias da primeira para a terceira dose.

Na Perfil, você encontra as vacinas contra as hepatites A e B, e no nosso site, você pode acessar todas as informações sobre as vacinas e agendar o seu horário. Não deixe para depois, a imunização é muito importante não só para você, mas para todos que convivem com você.

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